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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

poesias 2

Gente, aí tem mais duas poesias que eu fiz. espero que vocês gostem. bem, lá vai:                                           




                                                 Total Solidão


O poeta:

                                       De todos os suspiros e sorrisos dados,
                             Que aos olhos alheios se sobressaíam,
                      Não mais me lembro... Quando?
        Em que tempos estes fatos aconteceram?
                      Será que o brilho contido nas palavras ditas,
                                     sussurradas e escritas,
                                      Voltará?

                            Qual! Antigas memórias resguardadas...
           Nem que delas me servisse apenas para apetecer-me
             De períodos bons que passaram e ruins que vieram;
   Apenas para ensinar-me lições dadas pela vida a um moribundo sonhador!
               Sonhador esse que mesmo tendo consciência do que é real
                 Preferiu adormecer... que louco!
                                       Mas o acordar era tão penoso!





               Perdido entre chuvas e ventanias, sóis e folhas secas
Imóvel viajante! Eis o trajeto percorrido pelas sinapses intrincadas:
Do agora ao passado, do passado ao futuro e do alternativo ao agora!
     Sonhar! Era tão doce! Tão suave qual falua de uma noite de inverno –
                                    Gélida e fria, porém convidativa –
             Aos passeios livres pelas campinas do amanhecer!
                                    Com nuvens e raios de sol...

   E nas nuvens de algodão, variações de pensamentos
         Expressivos no ocular das mentes solitárias!
Quão bonito seria o embelezar! Fazer que o sentido virasse dúvida,
           E o incerto, razão membro de um axioma nobre: perfeição!
Voar! Sentir a atmosfera inebriante do perfume de margaridas movendo-se
                       Leves pela manhã!
Ter os olhos embargados pelos grãos de areia... Projéteis do destino...
Posso ainda? Estender-me mais um pouco em divagações escusas...?
                                   Inspirando a brisa do oceano...








Fecham-me os olhos... quem és, Orfeu? Mandado com o zéfiro envolvente?
Sábio devorador das almas absortas, perdidas e levadas no enleio do tempo...
         Tentando fazer o “fazer” bem-feito, imperceptível e rápido...
                                       Arrastas-me daqui?
                   E quanto a ela? Onde está?
Os lobos achegam-se e uivam quando a lua está próxima... Vibrante
          É o som penetrante, envolvente e tenaz
Das almas animais a comunicar-se com a nossa mente, lerda e bruta.
                                                    Sabes explanar o sentido disto?


Sou Incauto, Triste, Vadio...
Ó Destino... tardarás a vir?












O fantasma:

“Sou teu encontro marcado com o tempo...
Tua sombra que em luz, é escura...
E dos medos constituo alento.
Queres mesmo minha mão fria e dura?
Tão imensa é tua loucura
Que preferes sonhar no tormento?

Aonde vais não existe consolo...
Movimenta-te! Inova, recria!
Tens a vida! Precisas de apoio?
Perderás toda a tua alegria...
E nas trevas verás a agonia
Arrancar o chorar de teu couro!”

O poeta:

Onde estou não existe esperança, ruído ou alguém.
Mas outrora? Ah, se foi diferente! Quem cantava, sorria e bebia
Não era eu só. E hoje? Onde estão os motejos?
Estridentes gritos de alegria irônica em relação à loucura alheia,
Sobrevivem eles ainda ‘qui comigo. Os guardo, lembro-me bem!
                         Mas o tempo chega, inexoravelmente.
                                Invariável. Imutável. Indelével.                     “Incomum.”


O fantasma:

“Chega!

Já me basta ouvir tuas histórias!
Estou farto de choros demais!
Sabe todas as coisas que adoras?
Junta todos teus tempos de glórias,
Colocai com as tuas memórias.
Vamos indo! Já que tanto imploras...”

“Não me vês, sonhador? Olha atrás!”














tem também essa aqui...



                                                  Monólogo


Das noites sozinhas, me lembro agora
Das horas nubladas em que me encontrei...
Quando percebi que meu mundo, por fora
Não tinha ninguém, como antes achei...
Meu deus! Quem me dera chegasse a hora
Do futuro incerto levar-me embora...
Oh! Quanto mais esperarei?

Minha voz se dissipa nos ventos sem fim...
E os ecos que ouço são sós como eu.
Desejo estar bem distante daqui
E ir para o mundo que nomeio meu.
A dor incomoda quando estou assim...
Eu grito e não ouvem o que vem de mim...
Aonde minha voz se perdeu?

Família? Duvido, troquei há um tempo,
Por outras pessoas que eram reais.
Coisas ilusórias se apagam por dentro
Enquanto por fora aparecem mais.
Se minha família já não mais agüento,
E até no silêncio eu encontro tormento,
De quem mais vou correr atrás?


Conheço milhares, porém são bem poucos
Aqueles aos quais eu consigo falar
Falar quase tudo, pois por entre tocos
Existem caminhos possíveis de andar.
De tanto ouvirem, estão quase moucos...
Porém me ajudam sem fim – esses loucos!
A ainda conseguir lutar!

Família? É essa outra, que deus me entregou...
E me deu ainda a opção de escolher:
Perdoar aquele que já me cegou,
Ou andar ao lado do que me fez ver!
Proclamo agora que a hora chegou,
E dos que estão perto, ninguém escutou...
Mas vou continuar a dizer!

Vai chegar o dia em que vou partir,
E vou escutar os dizeres: “não vai!”
Olharei sem medo, e então vou sorrir
Pois para o silêncio não volto jamais!
Irei para longe, sem mesmo sentir
A menor saudade de onde saí,
E assim falarei muito mais!
                     
                                                                                               Victor Fernando




por enquanto vocês ficam com essas, gente!! depois eu vou fazer mais e mandar! valeu!!!




2 comentários:

  1. Hoje li apenas uma e foi " O Fantasma". Às vezes basta apenas um desses e ... aí ja era!

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  2. valeu!! mas se vc puder, lê o poesias 1... foi dedicado a vc, a poesia "atemporal". espero que vc goste thamy!!
    bj bj, flor!

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