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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Escolhas...

Gente, hoje eu estou escrevendo aqui sobre uma coisa que aconteceu comigo, e que achei bem interessante, pois me fez parar e pensar. mas como o pensamento sem o compartilhar é apenas filosofia individual, então decidi colocar aqui o meu ponto de vista sobre o assunto.
Bem, o que eu tive na verdade foi um sonho. poxa, foi algo meio sem noção, meio sem sentido mas que me fez parar e pensar sobre uma coisa: as escolhas.


No meu sonho eu estava em cima de algo, como se fosse um monte e tal, e nisso eu via duas coisas, eu via uma mata de um lado, uma mata, grande, com bastante árvores e tudo o mais, e do outro estavam meio que construindo um galpão imenso e tal... tinham tratores , máquinas, enfim, bastante poeira.
eu não lembro o que eu era, mas era como se eu fosse o proprietário daquele lugar e estivesse vendo aquilo.
Nisso, no sonho eu ficava pensando que a construção seria boa, mas que eu gostava tanto daquele verde... e nisso eu estava indeciso.


foi esse ponto de vista que me levou a refletir sobre uma das coisas que mais fazemos em nossas vidas: as escolhas.


Um grande sábio resumiu um ser humano nas escolhas que ele faz. quem se escolhe pra perto de você, revela seu caráter; O que você escolhe fazer, revela aonde você vai estar; O caminho que você escolhe seguir, revela seu destino na vida.
Sábias palavras, na minha opinião. Mas o que eu penso é, porque as vezes é tão difícil tomar uma única decisão?


lembro de que uma vez, estava lendo um artigo sobre psicologia, e era mencionado que por natureza, nós somos inconstantes. Mas que o nosso cérebro se configura automaticamente para qualquer lugar livre de ameaças, e ele se habitua e nos adapta para aquele lugar. basicamente, isso é o que chamamos de zona de conforto. li também que apesar de sermos biologicamente programados para sobreviver, o nosso cérebro, de um ponto de vista racional, não gosta de deixar a nossa zona de conforto.


meio contraditório isso, não?
mas é verdade. e isso se dá em diversos momentos de nossas vidas. somos orçados a nos mover da nossa zona de conforto sempre.
seja quando somos bebês, e necessitamos andar, temos uma zona de conforto aí que é o engatinhar, pois todo bebê enfrenta um certo medo de se erguer, posteriormente, pois sabe inconscientemente que há o risco de cair....
seja quando somos adolescentes, ou até crianças mesmo, pois ao se mudar de um colégio para outro, quem nunca passou por meio que uma certa sensação de desconforto? aquela coisa toda de lugar novo, gente nova, sei lá... ao se declarar pela primeira vez para uma garota, enfim... são tantas coisas...
quando somos jovens, enfrentamos uma escolha diferente... e beeem mais importante: temos de escolher qual o rumo que vamos tomar nas nossas vidas. escolher a faculdade, escolher a carreira a se seguir, escolher o que queremos ser, o que queremos ter, aonde vamos ir...


tudo isso se torna muito mais complexo, pois até então, a criança ou adolescente em questão, tinha os pais para realizar uma espécie de orientação. mas quando os anos passam, temos que realizar nossas próprias escolhas, e conviver com as conseqüências das mesmas. estranho né?


Nesses quase dezenove anos vividos por mim, pude conhecer diversos tipos de pessoas e observar, cada qual a seu modo, as escolhas que realizaram.
Vi pessoas escolherem se tornar profissionais de suas áreas( médicos, advogados, psicólogos, professores, historiadores, arqueólogos, engenheiros, músicos, biólogos...)...
Vi pessoas escolherem se tornarem livres em seus afazeres( Artesãos, artistas, poetas, cantores, DJ's, Escritores...),
Vi pessoas seguirem um chamado de vida religioso( pregadores, missionários, padres, teólogos, presbíteros, dirigentes...),
Vi pessoas que decidiram se tornar empresárias, ricas e bem-sucedidas...


enfim, vi até pessoas que escolheram pensar na escolha a se fazer!
tendo tantos pontos de vista reunidos em minha mente, pensei: o que nos faz realizar uma determinada escolha?
e depois de muito pensar eu decidi o seguinte:


O que nos faz escolher um determinado caminho é o resultado da visão e análise que fazemos de nós mesmos.


o porquê? simples.
antes de realizarmos qualquer escolha, olhamos primeiro para os outros e depois para a gente. nos submetemos, baseados em critérios estabelecidos individualmente, a um exame de nossas forças e nossas fraquezas. a partir daí, cada um realiza uma classificação de si mesmo e vê até onde ele pode ir na vida, ou deseja ir. tendo em mente essa "folha de cadastro", podemos partir para o escritório da vida e assinar o contrato sobre o que seremos durante ela.
cada um tem uma maneira própria de se olhar.
as vezes eu faço uma pergunta costumeira a algumas pessoas. eu pergunto: " se você pudesse se definir de uma forma simples, como você se definiria? quanto mais compacta você exigir a resposta, mais coisas você perceberá da pessoa, pois a elaboração de uma simples resposta a uma pergunta complexa como essa, na qual para elaborar a solução você se submete a uma análise introspectiva de si mesmo, força o indivíduo a pensar.
enfim, e ao realizar essa pergunta, eu já percebi que existem algumas categorias nas quais as pessoas se encaixam. por exemplo:
existem aquelas que se definem baseado em qualidades relacionadas ao âmbito social. um exemplo de resposta desse tipo seria: "comunicativo".
existem aquelas que se definem do ponto de vista emocional. dentre essas existem aquelas que selecionam uma qualidade, e tem aquelas que selecionam o que poderíamos chamar de um defeito, como exemplo de respostas, teríamos: "Sincera" ou "Amorosa", ou mesmo "fiel", por exemplo.
existem também aquelas que se definem do ponto de vista profissional. exemplos: "trabalhador","Ambicioso","Focado"...


nessa simples pergunta, pude ver que as pessoas tem uma certa dificuldade em encontrar uma definição delas mesmas. pode-se dizer que a pergunta exige paciência e calma para que seja respondida adequadamente, mas o correto seria que todos nós nos conhecêssemos primeiro antes de conhecer o outro. então porque se num jogo da verdade, caísse a pergunta:"diga 5 qualidades de fulano", nós saberíamos responder, e para responder uma coisa simples sobre nós mesmos, sentimos tanta dificuldade?
De um ponto de vista mais radical, poderia ser colocado aqui que, quem não tem uma definição precisa de si mesmo, não deveria ter a liberdade de realizar uma escolha de futuro, pois senão você será a conseqüência, e não a causa, do futuro que escolheu. 
lógico que somos moldados - e por conseqüência - o resultado de nossas escolhas. mas não devemos nos esquecer que o ato de escolher partiu em primeira instância de nós mesmos.


meu ponto de vista se deu até aí. espero que vocês tenham conseguido tirar alguma coisa desse punhado de pensamentos desconexos, que eu chamo de reflexão.


uma frase célebre diz que "quem se define, se limita", mas eu acho que a definição própria é o passo mais correto na realização de uma escolha sábia.


eu já fiz minha escolha.


e quanto a você? 

3 comentários:

  1. Eu acho que pensar sem compartilhar é valido Victor, se gerar atitudes não precisa ser compartilhado, se questionar é primordial.
    Agora sobre o sonho...

    É, decisões são chatas porque no momento em que decidimos por derterminada coisa, abrimos mão de outra que não foi escolhida e o ser humano em sim entra em conflito com escolhas, daí a essa aflição que ela causa chamamos "crise". Crise nas menores decisões, é normal, faz parte.

    Ao sairmos da barriga da nossa mãe já sofremos um impacto, desconforto pela temperatura, pela luz e tudo mais. Mas nos adaptamos ao ambiente que temos, nos inserimos. Na adolescência, sofemos ao deixar a época de infantilidade, temos que crescer, com isso começam as responsabilidades mais leves, natural.

    As nossas escolhas acho eu, que decorrem da forma com que nós nos encaramos, aa responsabilidade com nós mesmo e com o que almejamos. Nossas escolhas com relação a nós mesmo vão se definindo aos poucos.
    É mais fácil classificar alguém pois isso será baseado em como mtal pessoa se mostra para você, classificar-se é mais difícil porque (pelo menos para mim) estamos em constante processo de mutação, evolução, nós nos conhecemos em processo e nunca pronto, nunca findado.

    Se definir talvez seja tenta expressar em uma palavra uma das coisas que se é naquele momento, uma coisa inerte da personalidade, se isso será mudado ou não...

    aí é outra história e talvez outro texto!

    Beijo

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  2. obgdao pelo teu ponto de vista thamy!! prometo levá-lo em conta e enriquecer meus textos com as suas sugestões!! tu eh a pessoa mais inteligente que eu conheço pra se debater questões filosóficas, e isso foi abrangido nesse texto. vc entendeu realmente a questao, e apontou aqui pontos que nem mesmo eu tinha me dado conta!!
    obrigado msm!! tu eh show, guerreiraa!!!
    bj bj bj!!

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  3. E quem é que viaja comigo também em altos papos cabeça? Tamo junto! rsrs

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